quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


 Dom Estêvão Bettencourt

 A relação entre Espiritismo e Umbanda, por exemplo, é tão íntima que há quem diga que a Umbanda é complementação do Espiritismo; seria a quarta revelação (após a de Moisés, a de Jesus Cristo e a de Allan Kardec). Tenha-se em vista o texto do jornal “O Reformado” órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, julho de 1953, p. 149:

“Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: Todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos, é espírita; ora o umbandista nelas crê, logo o umbandista é espírita… Assim todo umbandista é espírita, porque aceita a manifestação dos Espíritos, mas nem todo espírita é umbandista, porque nem todo espírita aceita as práticas de Umbanda”

O Espiritismo seduz muitos fiéis católicos, seja por causa dos “fatos prodigiosos” que lá ocorrem, seja pela promessa de comunicação com os defuntos, seja porque o Espiritismo às vezes se reveste de capa católica, adotando no mês de Santos para os seus Centros e louvando Jesus Cristo…
Daí a necessidade de dizermos porque um católico não pode ser espírita. É o que faremos nas páginas seguintes, abrangendo sob a designação de Espiritismo também as religiões afro brasileiras (Umbanda, Candomblé, Macumba…); estas têm em comum com o kardecismo a prática da evocação dos mortos e a crença na reencarnação.

São sete as razões pelas quais não sou espírita (kardecista ou umbandista):
1. GRANDE ILUSÃO

Um dos fatores mais atraentes do Espiritismo é a aparente comunicação com os “espíritos desencarnados”; estes parecem acompanhar os vivos, consolando-os e orientando-os; é o que ocorre nos casos do copo falante, da psicografia, das casas mal-assombradas, etc.

Ora, a explicação desses fenômenos por intervenção de espíritos do além podia ter crédito nos tempos de Allan Kardec (1804-1869). Hoje, porém, o estudo do psiquismo humano mostra que todos os fenômenos ditos “de mediunidade” são meras expressões do psiquismo do médium e de seus assistentes. Com efeito, a parapsicologia ensina que temos 7/8 de nossos conhecimentos (adquiridos desde a infância) em nosso inconsciente; usamos apenas 1/8 daquilo que sabemos. Ora, por efeito da sugestão, essas noções latentes sobem à consciência do indivíduo e lhe possibilitam manifestações que parecem estranhas, oriundas do além, quando na verdade são apenas expressões daquilo que a pessoa viu, ouviu, sentiu no decorrer de sua vida presente.
O inconsciente, a sugestão e uma grande sensibilidade são, portanto, os principais fatores que explicam os fenômenos mediúnicos. O inconsciente é um enorme repertório de imagens, sons e experiências latentes no ser humano; está sujei to a ser ativado pela sugestão de que o médium vai receber um espírito do além e, por isto, terá que representar um papel condizente com tal “in corporação”.

Não há fenômeno mediúnico que não possa ser explicado pela parapsicologia, de modo que é falso recorrer a intervenções do além para compreendê-los.

Somente quem permite que a emoção e os sentimentos preponderem sobre o raciocínio e ciência, pode aderir ao Espiritismo. Este não é ciência, como diz, mas (doloroso afirmá-lo) é obscurantismo, pois supõe ainda o contexto do século XIX e ignora os resultados comprovados da Psicologia contemporânea.

2. DESMENTIDO DAS IRMÃS MARGARET E KATY FOX
Pouco se conhece um fato importante:

1. O Espiritismo moderno, como dizem os próprios espíritas, começa em Hydesville (N.Y., U.S.A.) em 1848. Certa noite, o pastor protestante John Fox, sua esposa e as duas filhas Margarida e Catarina estavam a conversar sobre estranhos fenômenos de “assombração”; Catarina então produziu estalos com os dedos; notaram todos que alguém os repetia. Por sua vez, Margarida produziu estalos e encontrou o eco. Apavorada, a Sra. Fox perguntou: “E homem ou mulher que está batendo?”, mas não obteve resposta. Insistiu então: “E espírito? Se é espírito, bata duas vezes”. Produziram-se duas breves pancadas. Concluiu assim que um espírito “desencarnado” estava em comunicação com a família. Segundo se diz, os próprios espíritos indicaram às irmãs Fox em 1850 nova forma de comunicação: que os interessados se colocassem em torno da mesa, em cima da qual poriam as mãos; às interrogações que fizessem aos espíritos, a mesa responderia com golpes e movimentos indicadores de letras do alfabeto e de palavras.

Em pouco tempo, as novas práticas se espalharam pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pelo México. Atravessaram o Atlântico, chegando à Escócia e à Inglaterra: passaram para a Alemanha e outros países europeus, encontrado em 1854 na França o seu grande doutrinador: León Hippolyte-Denizart-Rivai que tomou o nome de AlIan Kardec, pois julgava ser a reencarnação de um poeta celta do mesmo nome.

2. Ora, eis o depoimento de Margaret Fox, publicado no jornal “The New York Herald”, de 24/ 9/1888:

“Quando o espiritismo começou, Kate e eu éramos criancinhas e essa velha mulher, minha outra irmã, fez de nós seus instrumentos. Nossa mãe era uma tola. Era uma fanática. Assim a chamo porque era honesta. Acreditava nessas coisas. De fato, o espiritismo começou com um nada. Éramos apenas criancinhas inocentes. Que sabíamos nós? Ah chegamos a saber demais! Nossa irmã serviu-se de nós em suas exibições; ganhávamos dinheiro para ela”.
Agora se vira contra nós porque é esposa de um homem rico e, sempre que ela o pode, opõe-se a nós.

O Dr. Kane encontrou-me quando eu levava essa vida. (Sua voz tremeu, aqui, e quase desfaleceu). tinha eu apenas treze anos quando ele me livrou disso, colocando-me num colégio. Fui educada em Filadélfia. Aos dezesseis anos, casei-me com ele na ocasião em que voltou de uma expedição ártica. Agora, chegamos à triste história, tão triste… Ele se achava muito doente…

Quando recuperei as forças, fui novamente empurrada para o espiritismo. Dei exibições com minha queridíssima irmã Kate. Sabia, então, é claro, que todos os efeitos por nós produzidos eram absolutamente fraudulentos. Ora, tenho explorado o desconhecido na medida em que uma criatura humana o pode. Tenho ido aos mortos procurando receber deles um pequeno sinaL Nada vem daí — nada, nada. Tenho estado junto às sepulturas, na calada da noite, com licença dos encarregados. Tenho-me assentado sozinha sobre os túmulos, para que os espíritos daqueles que repousavam debaixo da pedra pudessem vir ter comigo. Tenho procurado obter algum sinal. Nada! Não, não, não, os mortos não hão de voltar, nem aqueles que caem no inferno. Assim o diz a Bíblia católica, e eu o digo também. “Os espíritos não voltam. Deus nunca o ordenou”.

3. Por sua vez, a Sra. Katy Fox (casada com o Sr. Jencken) deixou o seguinte testemunho, publicado no “The New York Herald”, de 10/10/1888:

“O espiritismo é fraude do princípio ao fim. É a major impostura do século. Não sei se ela já lhe disse isso, mas Maggie e eu começamos quando éramos crianças muito pequeninas, pequenas e inocentes demais para compreendermos o que fazíamos. Nossa irmã Leah contava vinte e três anos mais que nós, Iniciadas no caminho do engano e encorajadas a isso, continuamos, é claro. Outros, com bastante idade para se envergonharem de tal infâmia, apresentaram-nos ao mundo. Minha irmã Leah publicou um livro intitulado ‘O Elo que faltava ao Espiritismo Pretende contara verdadeira história do movimento, tanto quanto se originou conosco. Ora, só há no livro falsidade do início ao fim. Salvo o fato de que foi Horace Greeley que me educou. O restante é uma cadeia de mentiras”.

“E, quanto às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na adega, e o mais?’ ‘Tudo fraude, sem exceção” “Contudo, Maggíe e eu somos as fundadoras do espiritismo!”, concluiu a Sra. Jencken.

“Debaixo do nome dessa terrível, horrorosa hipocrisia — o espiritismo — tudo que há de impróprio, mau e imoral é praticado. Vão tão longes a ponto de terem o que chamam ‘filhos espirituais’! Pretendem algo como a imaculada Conceição! Coisa alguma poderia ser mais blasfematória, mais nojenta, mais altamente fraudulenta! Em Londres, fui disfarçada, a uma sessão privada em casa de um homem rico. Vi uma chamada ‘materialização O efeito foi obtido por meio de papel luminoso cujo brilho se refletia sobre o refletor. A figura assim exibida era a de uma mulher– virtualmente um nu; envolvia-a uma gaze transparente. O rosto apenas se achava oculto. Era essa uma das sessões a que são admitidos alguns amigos privilegiados, não ‘crentes’, de espíritas ‘crentes Há, porém, outras sessões a que só são admitidos os mais provados e fiéis; aí ocorrem as coisas mais vergonhosas, que rivalizam com as saturnálias secretas dos antigos romanos. Não posso descrever-lhe es sas coisas, porque não ousaria”.

4. O jornal “The World”, de 22110/1888, publicou a crônica da famosa sessão na Academia de Música de Nova lorque, ocorrida na noite de 21/ 10/1 888. A Sra. Margaret Fox Kane proferiu então, perante grande público, caloroso depoimento, que também se lê no livro de Davenport: The Death – BIow to Spiritualism (New York, 1888); desta obra extraímos o seguinte texto:

“No dia 21 de outubro de 1888, a Sra. Margaret Fox Kane, realizou pela primeira vez seu intento de, com os próprios lábios, denunciar publicamente o espiritismo e seu séquito de truques. Apresentou-se à Academia de Música em Nova York perante numerosa e distinta assembléia e, sem reservas, demonstrou a falsidade de tudo quanto no passado fizeram sob o disfarce da ‘mediunidade’ espírita”.
Foi dura provação. A grande tensão nervosa de que padecia tomou-lhe a mente altamente excitada, e o grande número de espíritas presentes na casa tentava criar uma perturbação, ou uma diversão desleal que teria por fim romper a força de renúncia da Sra. Fox. Falharam, porém, completamente, graças ao caráter superior que possuía a maioria de seus ouvintes.

O efeito moral dessa exibição não poderia ter sido maior. A Sra. Kane manteve-se de pé sobre o palco; tremendo e possuída de intensos sentimentos, fez a seguinte e extremamente solene abjuração do espiritismo, enquanto a Sra. Catharine Fox Jencken assistia de um camarote vizinho, dando, por sua presença, inteiro assentimento a tudo que a irmã dizia:

‘Deveis, sem dúvida, saber que tenho sido o principal instrumento em perpetrar a fraude do espiritismo num público demasiadamente confiante.

O maior sofrimento de minha vida é que essa é a verdade. Embora tenha essa hora chegado tarde, estou agora preparada para dizer a verdade, toda a verdade e nada senão a verdade — a isso Deus me ajude!

Há, provavelmente, muitos aqui presentes que me hão de desprezar por causa do engano a que me tenho entregue; contudo, se soubessem a história verdadeira do meu passado infeliz, a viva agonia, a vergonha que tem sido para mim, haveriam de me lamentar, não reprovar.

A impostura que por tanto tempo mantive, começou na minha tenra meninice, quando, o espírito e o caráter ainda não formados, era incapaz de distinguir entre o bem e o mal. Quando atingi a maturidade, eu me arrependi. Tenho vivido anos através de silêncio, timidez, desprezo e amarga adversidade, ocultando, o melhor que pude, a consciência de minha culpabilidade. Agora, graças a Deus e à minha consciência despertada, estou enfim apta a revelara verdade fatal, a verdade exata dessa hedionda fraude que tantos corações tem feito mirrar e obscurecido tantas vidas.

Esta noite estou aqui como uma das fundadoras do espiritismo, para denunciá-lo como absoluta falsidade, do princípio ao fim, como a mais frívola das superstições, a mais maldosa blasfêmia do mundo.

Os depoimentos aqui transcritos encontram-se na obra de D. Boaventura Kloppenburg: “O Espiritismo no Brasil”, Ed. Vozes, Petrópolis, 1960, pp. 426-447, onde se encontra também a cópia fac-símile das respectivas páginas dos originais ingleses.

Notemos que, além da explicação por truques, ocorre à explicação pela parapsicologia quando se trata de fenômenos mediúnicos. Em nossos dias pode-se crer que a maioria dos médiuns e freqüentadores do Espiritismo são pessoas sinceras e de boa fé; sem o saber, estão provocando fenômenos parapsicológicos, que elas atribuem à intervenção de “espíritos desencarnados”.

3. FATOR DE DOENÇAS MENTAIS

A excitação do psiquismo humano provoca do pelo exercício da mediunidade não pode deixar de traumatizar a pessoa e tornar-se foco de doenças mentais. Atestam-no grandes médicos do Brasil, habituados a tratar de psicopatologias diversas. Eis alguns de seus depoimentos, colhidos por D. Boaventura Kloppenburg num inquérito realizado em 1953:

Dr. Luís Robalinho Cavalcanti:

“Não é aconselhável promover o desenvolvimento das faculdades mediúnicas, desde que se trata de fenômenos psicopatológicos prejudiciais ao indivíduo.

O médíum deve ser considerado como uma personalidade anormal, predisposto a enfermidades mentais, ou já portador de psicopatias crônicas ou em evolução.

As práticas mediúnicas são prejudiciais à saúde mental da coletividade, retardando o tratamento dos pacientes, que muitas vezes chegam às mãos do médico com enfermidade já cronificada. O Espiritismo põe em evidência enfermidades mentais preexistentes e desencadeia reações psicopatológicas em predispostos.

São convenientes medidas que visem a evitar a prática de atividades médicas e terapêuticas por se tratar de contravenção, proibida pelas leis sanitárias, que só reconhecem ao médico com diploma devidamente registrado nos órgãos competentes o direito de tratar pessoas doentes”

Dr. Francisco Franco:

“Provocar fenômenos espíritas é desaconselhável porque danoso para o organismo; o médium forma-se um neurastênico, autômato, visionário, abúlico, antecâmara à esquizofrenia, um indivíduo perigoso para si e a sociedade.

O médium nunca pode ser normal pelas razões expostas acima.
O Espiritismo é uma farsa, portanto nula a sua finalidade.

O Espiritismo está colocado em primeiro lugar como fator de loucura e de outras perturbações patológicas, agindo, sobretudo nas mentalidades fracas particularmente nas sugestionáveis. O Espiritismo é o maior fator produtor de insanos que perambulam pelas ruas, enquanto grandes percentagens enchem os manicômios, casas de saúde, segundo a opinião de abalizados psiquiatras, como Austregésílo, Juliano Moreira, Franco da Rocha, Pacheco e Silva.”
Dr. Oswald Morais Andrade:

O Espiritismo é prejudicial, principalmente nos meios incultos.
É tese assente em Psiquiatria que o Espiritismo pode agir como fator desencadeante de distúrbios mentais em indivíduos predispostos.
Aprovo uma campanha de esclarecimento da população contra a prática mediúnica”.

Dr. Franco da Rocha no livro “Esboço de Psychiatria Forense”, p. 32, escreve:

“A propósito das reuniões espíritas, num trabalho recente escreveram Soilier e Boissier: ‘Em benefício da profilaxia seria de conveniência divulgar os acidentes causados pela freqüência às sessões espíritas. Charcot, Forel, Vigoroux, Henneberg e outros publicaram exemplos de pessoas, sobretudo moças, anteriormente sãs, que se tornaram histéreo-espilépticas, em conseqüência de terem tomado parte nas cenas de evocação dos espíritos. É o resultado do automatismo, um exercício metódico para o desdobramento e desagregação da personalidade. Aqui fazem explodir ou agravam a neurose, acolá despertam e sistematizam a tendência à vesânia, que um vida regular e bem dirigida teria abafado. Tais são o perigos que devem ser conhecidos”
Dr. Juliano Moreira:

Respondeu nos termos abaixo a um inquérito realizado pelo Dr. João Teixeira Alvares, que publicou as respectivas respostas no livro “ Espiritismo” (Uberaba, 1914), pp. 122-125:
‘Tenho visto muitos casos de perturbações nervosas e mentais evidentemente desperta das por sessões espíritas. No Hospital Nacional, não raro, vêm ter tais casos.
Até hoje não tive a fortuna de ver um médium principalmente os chamados videntes, que não fosse neuropata.”
Dr. Joaquim Dutra:

Respondeu ao mesmo inquérito:
“As práticas espíritas estão incluídas, e com certa proeminência, entre as causas e efeitos das moléstias mentais, incluindo diretamente, pelas perturbações emotivas, com um coeficiente avolumado, para a população dos manicômios.

Exageradas, até se tornarem preocupação dominante, elas preparam a loucura, quando não são mesmo uma denúncia da existência de loucura.

Por impressionáveis, tais práticas concorrem para a alucinação, determinando emoções que acarretam perturbações vaso-motoras ou que provocam concentração psíquica, estados de abstração, perturbações graves nas funções vegetativas, alterações nas secreções internas, redundando tudo em auto- intoxicação…”
Dr. Antônio Austregésilo:

Em resposta ao Dr. João Teixeira Alvares:

“O Espiritismo é no Rio de Janeiro uma das causas predisponentes mais comuns de loucura.

Os médiuns devem ser considerados indivíduos neuropatas próximos da histeria.

O Espiritismo é uma neurose provocada pela fácil auto-sugestibilidade, em que há predominância das alucinações psíco-sensoriais, sendo não raro histeria ou um estado hísteróíde’
Tais depoimentos dispensam qualquer comentário. A experiência cotidiana os comprova amplamente.

4. REENCARNAÇÃO


A reencarnação vem a ser tese arbitrária, para a qual não há fundamento objetivo. Aliás, é tão subjetiva que os espíritas mesmos não concordam entre si a respeito.

Assim, por exemplo, enquanto os espíritas latinos admitem firmemente a reencarnação, os anglo-saxões o rejeitam. E por quê? – Porque os anglo-saxões, movidos por preconceitos racistas, não podem imaginar que voltarão à Terra num corpo de raça negra ou indígena.

Mesmo entre os reencarnacionistas há divergências: alguns dizem que a reencarnação é lei geral, ao passo que outros a admitem apenas para os espíritos mais atrasados ou para os perfeitos, que tem de cumprir alguma missão na Terra. Uns sustentam que o ser humano se reencarna sempre no mesmo sexo, enquanto outros professam variação alternativa de sexo. Uns ensinam que a reencarnação se faz apenas na Terra, enquanto outros admitem que ocorra também em outros planetas. Uns pensam que a reencarnação se dá pouco depois da morte, outros afirmam um inter valo de mil e quinhentos anos precisamente. Uns julgam que a reencarnação é não só progressiva, mas também regressiva, de modo que o indivíduo pode voltar à Terra num corpo animal ou vegetal; outros, ao contrário, dizem que a reencarnação não pode ser regressiva, mas, na pior das hipóteses, é estacionária por algum tempo…

Como se vê, esta variedade de sentenças manifesta bem que a doutrina da reencarnação carece de base objetiva; é, antes, um postulado fantasioso dos que a professam. Com efeito, vejamos os argumentos aduzidos pelos reencarnacionistas:

1) Os testemunhos de vida pregressa obtidos em estado de transe hipnótico. – Um estudo apurado dos mesmos revela que nada mais são do que a combinação de impressões colhidas durante esta vida mesma e guardados no inconsciente do sujeito. Este, sugestionado pelo hipnotizador de que viveu uma encarnação anterior, projeta essas impressões em combinação livre, tecendo o enredo de uma “vida pregressa”!

2) A desigualdade das sortes humanas só se explicará como conseqüência de atos bons ou maus praticados numa encarnação anterior. – Respondemos que Deus é livre para criar os homens como Ele os quer; a cada qual Deus dá graça para que se santifique e chegue à vida eterna; às vezes uma pessoa tida como pobre ou do ente no plano material e passageiro pode ser extraordinariamente rica e sadia no plano dos valores definitivos. Ademais, segundo os princípios reencarnacionistas, quem atualmente é doente e pobre é um pecador que está expiando pecado da vida passada, ao passo que os ricos e sadio são pessoas virtuosas que estão recebendo o prêmio dos atos bons praticados em encarnação anterior. Ora, tais conclusões são absurdas.
3) Os demais fenômenos tidos como provas da reencarnação (o “já visto”, os gênios, a memória extraordinária…) são facilmente explicados pela parapsicologia como expressões do psiquismo humano.
4) O conceito de inferno… – Muitas vezes a má compreensão do que seja o inferno leva a rejeitá-lo em favor do reencarnacionismo. Na verdade, o inferno não é um tanque de enxofre fumegante atiçado por diabos munidos de tridentes, mas é um estado de alma, no qual o indivíduo se projeta por dizer Não a Deus: após a morte, a pessoa que morre consciente e voluntariamente avessa a Deus, é respeitada em sua opção definitiva, mas não pode deixar de reconhecer que Deus é o Sumo Bem… e o Sumo Bem que continua a amá-la irreversivelmente. É o fato de que Deus ama uma vez por todas, mas foi conscientemente preterido em favor de bagatelas, que causa o tormento do réprobo. Se Deus desviasse do réprobo o seu amor, ele não sofreria o inferno; mas Deus não pode deixar de amar, porque Ele não se pode contradizer. E precisamente nisto que está o princípio do inferno. Vê-se assim que o inferno, longe de contradizer ao amor de Deus, decorre, de certo modo, da grandeza divina desse amor.

5) O reencarnacionismo atribui ao homem o poder de salvar a si mesmo mediante sucessivas existências na carne, durante as quais o indivíduo mesmo se aperfeiçoa por seus esforços. Ao contrário, o bom senso e a fé mostram que o homem é, por si só, incapaz de se libertar do pecado e necessita da graça de Deus para se salvar. Somente numa perspectiva panteísta (ver a seguir) é que se pode admitir a auto-salvação do homem (pois no caso ele é parcela da Divindade); contudo numa perspectiva monoteísta, segundo a qual Deus é distinto do mundo e do homem, é lógico que o homem limitado e falho como é, necessita de Deus para se auto-realizar plena mente.

5. PANTEÍSMO

O Espiritismo seja o kardecista, seja o afro brasileiro, parece dar menos importância a Deus do que aos espíritos desencarnados. O culto espírita versa geralmente sobre a comunicação com os mortos.
Quando tratam de Deus, vários autores espíritas professam o panteísmo, ou seja, a identificação de Deus com o mundo e o homem. Ora, tal conceito é ilógico e aberrante, pois Deus, por definição, é o Absoluto e Eterno, ao passo que toda criatura é relativa, contingente e temporária. Eis alguns testemunhos significativos:

Leão Denis:

“Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui em estado latente forças emanadas do divino Foco” (“Cristianismo e Espiritismo”, 5ª edição, p. 246).

“O Ser Supremo não existe fora do mundo, porque é sua parte integrante e essencial” (“Depois da morte”, 6ª edição, p. 114).
O escritor espírita Rangel Veloso diz ter ouvi do a seguinte declaração num Centro Espírita:

“Deus é como uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente; todos reunidos, formando o todo, é Deus” (”Pseudo-sábios ou Falsos Profetas”, 1947, p. 34).

O 1° Congresso de Espiritismo de Umbanda adotou unanimemente a conclusão n° 5:

“A filosofia (de Umbanda) consiste no reconhecimento do ser humano como partícula da Divindade, dela emanada límpida e pura, e nela firmemente reintegrada ao fim do necessário ciclo evolutivo no mesmo estado de limpidez e pureza, conquistado pelo seu próprio esforço e vontade”.

(Textos colhidos no opúsculo de Frei Boaventura Kloppenburg: “Por que a Igreja condenou o Espiritismo”, 2ª edição, Petrópolis, 1954, p. 29).

6. “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”

O Espiritismo apregoa em alta voz a prática da caridade, sem a qual não há salvação. Tem razão em afirmar a importância da caridade. Todavia os espíritas chegam a relativizar a verdade, como se esta fosse algo de secundário, que não se teria de levar em consideração. Ora, observarmos que o ser humano foi feito para apreender a verdade com a sua inteligência e praticar o bem e o amor em seu comportamento. Por isto não se pode dizer que basta a caridade para a salvação eterna. Em nome da caridade mal entendida (ou mal iluminada pela razão e a fé), podem-se ter autênticas aberrações; a caridade desorientada pode tornar-se mero rótulo que dê aparência legítima ao egoísmo e à exploração do próximo. – De resto, a prática da caridade não é apanágio do Espiritismo, pois a Igreja Católica durante toda a sua história (portanto já muito antes de AlIan Kardec) sempre se empenhou pela sorte dos carentes tanto de corpo como de alma; muitos e muitos Santos foram, e são, verdadeiros heróis do serviço ao próximo.

7. A BÍBLIA REJEITA

Para quem é cristão, o texto bíblico tem valor de guia fundamental. Ora, a Bíblia condena eloqüentemente a evocação dos mortos:

Lv 19,31: “Não vos voltareis para os necromantes nem consultareis os advinhos, pois eles vos contaminariam”.

Lv 20,6: “Aquele que recorrer aos necromantes e aos adivinhos para se prostituir com eles, voltar-me-ei contra esse homem e o exterminarei do meio do seu povo”.

Lv 20,27: “O homem ou a mulher que, entre vós, for necromante ou adivinho, será morto, será apedrejado, e o seu sangue cairá sobre ele ou ela”.

Dt 18,10-14: “Que em teu meio não se encontre alguém que queime seu filho ou sua filha, nem que faça presságio, oráculo, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que evoque os mortos; pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh… Eis que nas nações que vais conquistar, ouvem oráculos e adivinhos. Quanto a ti isso não te é permitido por Javé teu Deus” Ver ainda 2Rs 17,17; Is 8, 19s.

A proibição se deve não à suposição de que os mortos sejam incomodados pelos vivos, mas ao fato de que não há receita que garanta a comunicação entre vivos e mortos. A necromancia é superstição. A oração que os cristãos dirigem aos Santos, não se baseia em fórmulas ou receitas mágicas, mas unicamente na convicção de que Deus quer conservar a comunhão entre os membros do Corpo Místico de Cristo; por isto Ele faz que os justos no céu tomem conhecimento das preces despretensiosas que lhes dirigimos na Terra e, em conseqüência, intercedam por nós.

Quanto ao caso de Saul, que evocou Samuel mediante a pitonisa de Endor e foi atendido (cf. 1Sm 28,5-15), não é paradigma, pois diz a própria Bíblia que Saul foi condenado por causa disso (cf. 1Cr 10,3). Deus permitiu que Saul recebesse de Samuel, naquele momento, a advertência de que estava no fim sua vida terrestre e no dia seguinte ia morrer, foi por causa da importância solene daquela hora que Deus permitiu a resposta de Samuel; ela não foi provocada pela arte da adivinha; esta apenas forneceu a ocasião ou as circunstâncias da manifestação de Samuel.

* * *
Eis por que não sou, nem posso ser, espírita. Religião não é apenas emoção e sentimento, mas é culto a Deus e serviço aos homens, sempre iluminado pelas luzes da razão e da fé na Palavra de Deus, O que muito atrai as pessoas ao Espiritismo, é a capacidade que este tem de suscitar afetos e emoções diversas, muitas vezes desligadas de senso lógico e espírito crítico. Ora, quem permite que os sentimentos preponderem sobre o raciocínio, arrisca-se a cometer graves erros doutrinários e prejudicar sua saúde psíquica… principalmente quando se trata de religião, que é um dos fatores mais aptos a impressionar o ser humano.

Fonte: Escola Mater Ecclesiae

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Hoje é a festa da Cátedra de São Pedro em Antioquia. Associa-se a esta data a profissão de Fé de S. Pedro:
«Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» » (Mt 16,  16-19)
Festa Romana que celebrava a Cátedra de S. Pedro a 18 de Janeiro e a 22 de Fevereiro,  a primeira data referia-se à primeira vez que o Apóstolo celebrou a Santa Missa em Roma. A festa de maior importância era a de hoje, mas passou a ser considerada de menor importância aquando da introdução de Antioquia no Martyrologium Hieronymianum. Em 1960 o Papa João XXIII removeu a festa do dia 18 de Janeiro do calendário geral romano (assim como outras festas que repetiam celebrações de um santo ou de um mistério).

Aproveitemos este dia para rezar pelo nosso Pontifix Maximus.






Para mais informações, ver aqui.
O blog Sancta Missa Portugal tem um texto escrito pelo então Cardeal Joseph Ratzinger sobre o significado da cátedra.

Na Festa da Cátedra de São Pedro, o exemplo de Dom Bosco.

Imagem de São João Bosco na Basílica de São Pedro.
Imagem de São João Bosco na Basílica de São Pedro.

 
A serviço do Papa. Uma vida consagrada à cátedra de São Pedro. Duas provas disso.



Na audiência que, dentre tantas outras, Pio IX concedeu a Dom Bosco em janeiro de 1875, o bondoso Pontífice, a pedido do Servo de Deus, depois de um instante de recolhimento deixou esta palavra de ordem para ser transmitida aos salesianos e a seus alunos: “Recomendai a todos a obediência e a fidelidade ao Vigário de Jesus Cristo”.
- Que coincidência, Santo Padre! respondeu Dom Bosco. Pois justamente uma coisa faltava para dizer a V. Santidade. Está notada neste papelzinho.
O Papa quis ver e leu: “Na última audiência, antes de partir, penhorar ao Papa a obediência e fidelidade de todos os Salesianos e de todos os alunos”.
- Está vendo como nos encontramos? disse o Papa todo jubiloso.
A obediência e a fidelidade ao representante de Jesus Cristo na terra foi uma das grandes virtudes que Dom Bosco se empenhou, durante o curso de toda a sua vida, em inculcar a todos os seus filhos. Pode-se dizer que sua vida inteira de apóstolo se encerra entre dois episódios comoventes que dizem toda a sua devoção à Cátedra de São Pedro.
No dia 15 de novembro de 1848, foi apunhalado covardemente em Roma o Primeiro Ministro do Papa Pio IX, Peregrino Rossi, e hordas revolucionárias tentaram dar o assalto aos Palácios Pontifícios. Mons. Palma, Secretário de Pio IX, tombou prostrado por uma bala em pleno rosto. O perigo era ameaçador. De uma hora para outra a Revolução poderia apoderar-se da pessoa do Sumo Pontífice. Portanto era necessário tomar providências urgentes. No dia 23 de novembro, à noite, Pio IX, acompanhado de um simples criado, deixava o Quirinal por uma porta secreta, e se entregava à proteção do Embaixador da Baviera, que o aguardava a pouca distância numa carruagem fechada. Poucas hora depois, o augusto Pontífice se achava em território do Reino de Nápoles, e aí o Rei Fernando de Bourbon punha à sua disposição a cidade e o castelo de Gaeta. Iria, ficar seis meses. Esse exílio forçado comoveu o mundo católico todo, e pensou-se antes de mais nada, em prover à manutenção do Pai comum dos fiéis. Data desse ano a obra do óbolo de São Pedro.
Abriram-se subscrições em toda a parte. Em Turim, foi uma surpresa para a Comissão o dia que viram figurar, na lista a soma fabulosa e modesta ao mesmo tempo, oferecida pelos meninos do Oratório de Dom Bosco: trinta e três liras!
Sabemos que esses pobres meninos recebiam de Dom Bosco apenas a importância de 5 soldos por dia, para comprarem alguma coisa que servisse para completar o pobre cardápio, onde figurava apenas sopa ou polenta. E no entanto, filhos dedicados do Papa, tinham sabido economizar na própria miséria e tinham conseguido em poucos dias esse óbolo, que Pio IX recebeu chorando de comoção e que agradeceu por meio de seu Núncio, na Côrte de Turim.
Tal fato acontecia bem no início do apostolado do Santo. E vêde o que ele balbuciou no leito de morte, no dia 28 de dezembro de 1887, na presença de seu Arcebispo, Cardeal Alimonda, que lhe fôra fazer uma visita: “Tempos difíceis, Eminência! Atravessei tempos bem difíceis!… Mas a autoridade do Papa… Já o disse a Monsenhor Cagliero, aqui presente, para que o transmita ao Santo Padre; os Salesianos existem para defender o Papa, onde quer que trabalhem”.

Dom Bosco, A. Auffray SDB, tradução de Dom João Resende Costa, cap. XI, A serviço do Papa.
Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"
D. Estevão Bettencourt, OBS
Nº 398 - Ano: 1995 - p. 289


(1Tm 6,20)
São Paulo exorta seu discípulo Timóteo a guardar intato o depósito da fé; cf. 1Tm 6,20; 2Tm 1,14. - Nesta exortação há nítida referência às leis greco-romanas concernentes aos depósitos.  Com efeito; o depósito (parathéke) era um valor que alguém entregava a outrem para que o guardasse e oportunamente o devolvesse.  Selava-se entre o depositante e o depositário um contrato baseado na confiança e na certeza da fidelidade.  O depositário se obrigava a não fazer uso da coisa depositada; seria processado, se o fizesse.  O depósito infiel incorria na ira dos deuses.  Os moralistas gregos eram muito severos, equiparando a não restituição do depósito ao adultério ou à infidelidade conjugal; era mais grave do que não pagar uma dívida, porque traía a confiança de um amigo.  Alguns depósitos se faziam nos templos, pois os guardas dos templos inspiravam mais confiança do que os banqueiros.
São estas concepções que a palavra "depósito (parathéke) supõe nos textos paulinos.  Com efeito; o Apóstolo diz ter recebido de Cristo o depósito da fé: "Não recebi o Evangelho nem o aprendi de algum homem, mas por revelação de Jesus Cristo" (Gl, 1,12).  A lei não permitia que o retocasse; cf. 1Tm 1,12; 2Tm 2,8,10; Cl 1, 25-29.  São Paulo se considera mero ministro ou servidor do Evangelho (1Cor 4,1); era apenas um delegado do Senhor Jesus,  e não um dono do depósito; ele não havia criado a mensagem que apregoava e, por isto, não havia de a modificar; ao contrário, ele a queria transmitir intata: "Não falsificamos a Palavra de Deus; muito pelo contrário, manifestando a verdade, poder o Apóstolo dizer no fim da vida: "Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé" (2Tm 4,7).  Por isto também esperava ouvir a sentença dirigida ao servo bom e fiel: "Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor.  Justo Juiz, naquele Dia" (2Tm 4,8; cf. Mt 25,23).
O depósito recebido de Jesus Cristo, o Apóstolo o havia passado a Timóteo (2Tm 1,6,14), para que Timóteo o transmitisse a outros homens fiéis, e estes a mais outros: "O que aprendeste de mim na presença de numerosas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que, por sua vez, serão capazes de ensiná-lo a outros mais" (2 Tm 2,2).
Pois bem; a designação da mensagem do Evangelho como depósito enfatiza a intocabilidade das verdades da fé tais como nos foram transmitidas pelos Apóstolos (que as receberam de Jesus Cristo) através de gerações até hoje.  A heresia ou deterioração do depósito da fé é assemelhada à gangrena (2Tm 2,7).
As advertências do Apóstolo conservam seu pleno sentido em nossos dias.  A fé exige coerência; é sempre a adesão a Deus, que nos fala na penumbra da vida presente.  O cristão ou aceita este santo depósito com toda a sua grandeza ou - o que Deus não permita - o rejeita; não ouse, porém, retocá-lo ou deteriorá-lo!
A Missa a Renovação do Santo Sacrificio da Cruz
Pe. Mateo Crawley

Ele tinha sido convidado para assistir a Santa Missa no oratório particular de uma família distinta.Mason era ateu, que nunca tinha posto os pés em nenhuma igreja.

Quando vestido com os paramentos,sai para ir para o altar,olho para a frente e vejo um homem de pé com os braços cruzados entre dois cavalheiros, devotamente ajoelhado: a cena do Calvário para trás. Ali Jesus entre dois ladrões, aqui o criminoso entre duas almas boas.

Comecei o Santo Sacrifício, e ele, o homem superior, sempre fora, quase em desafio. No momento da consagração, de repente, como que atingido por força sobre-humana entre o espanto dos presentes, caiu de joelhos, olhando para o altar enquanto os olhos se enchem de lágrimas.

O que aconteceu ...?

Após a missa, ele veio ansioso para falar comigo e perguntar:

Padre, me diga o que é que você veio fazer?

Celebrar a missa.

O que é missa?

Desculpa: Você é um crente?

Não, eu não sou.

Olhe senhor, o homem pecou e Deus para o perdão, envia para Terra seu divino Filho, que depois de pregar a sua doutrina e confirmar com os maiores milagres, foi capturado por seus inimigos e condenado à morte na cruz entre a dor e o tormento terrível.

Mas tudo isso o que tem haver com a Missa?


A missa é o nada mais que isso: a renovação do sacrifício feito na cruz por nossa salvação.


Mason continuo a conversar e perguntou: Então me diga: quem é aquele que veio em seu lugar?




Eu não entendo.




Em um ponto, quando eles tocaram o sino (a consagração), que desapareceu, e em vez disso, um outro homem se aproximou, olhando majestoso, triste, muito triste, e todo coberto de chagas. Seus braços abertos e as mãos, perfurado por feridas, pingando sangue, que caiu no copo de metal ... era sobre o altar ...


No copo?


Sim, na xícara. Nunca vi concurso mais show, tocando tremia dos pés à cabeça em sua presença. Depois de alguns minutos (depois da Comunhão do celebrante) desapareceu e transformou-se em vez disso você me dizer quem era ele?




Foi Jesus, Jesus flagelado pelos seus inimigos, Jesus coroado de espinhos, Jesus, todo coberto de chagas e derramamento de sangue, Jesus morreu no madeiro da cruz, Jesus morreu para nossa salvação, Jesus quer que você doe à sua perdão e amor ...




Este pobre pecador, convertido por este grande milagre, se ajoelhar aos pés do ministro arrependido de Deus, e no sangue do Cordeiro que tira os pecados do mundo, purificou sua alma.


FONTE:


A grande promessa. Segunda Edição. Católica Imp Mundo. Pequena Obra da Divina Providência. 1943.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

 Em Lanciano (Itália) são veneradas por mais de doze séculos, as relíquias de um dos maiores milagres eucarísticos. O milagre de Lanciano é o mais antigo do que nós sabemos onde as sagradas espécies foram transformados em carne e osso.
As análises nos anos de 1970-71 e 1973-74, trouxeram à luz este prodígio, de modo que uma tradição de doze séculos, é confirmado pela ciência moderna.
Papa João Paulo II referiu-se a este milagre o 4 de outubro de 2004: "La Città di Lanciano, eucaristici custode Miracoli che di ben devido, ad oltre esser Frentani tanto cari ai Fedeli, di numerosi objetivo sono e dall'Italia Pellegrinaggi dal mondo intero. Mi è che io stesso Ricordare caro, Cardinale quand'ero Cracóvia, visitai Chiesa di San Francesco, em Lanciano, pomba relíquia conservated sono vai realizar Miracolo, che Risale o VIII Secolo. Suo por tratados, venerada Fratello, Vorrei terríveis a tutti i Fedeli dell'Arcidiocesi: SIATE consapevoli dei Grandi favori che Dio vi tem Concessões, e não atendidas adorare di Santa Eucaristia não somente o nella Chiesa Miracolo, ma em tutte le chiese Dell Vostro bella terra. "(2004/04/10) 
                      Descrição do Milagre
 
Lanciano é uma pequena cidade medieval localizada nas montanhas Abruzzi, 200 km. a leste de Roma, na costa do Adriático. 

Por volta do ano 700, no Mosteiro de San Legonziano (que alguns identificam com São Longuinho, o soldado que perfurou o coração de Cristo na cruz), um monge Basílio um tempo de tentações contra a fé. Ele duvidava da presença real do Senhor na Eucaristia. Eu não podia acreditar no discurso as palavras da consagração sobre o pão eo vinho, eles se tornam o Corpo eo Sangue de Cristo. O padre estava mergulhado na escuridão da dúvida. A celebração da Missa, foi para ele uma forma mais rotineira e do dever. 

A situação no mundo não fez nada para fortalecer a sua fé. Naquela época havia muitas heresias, algumas das quais negava a presença real do Senhor na Eucaristia. Essas heresias foram indo cada vez mais convencido. 

No entanto, ele orou fervorosamente a Deus, para tirar essas dúvidas. E Deus ouviu sua oração. 

Certa manhã, enquanto celebrava uma missa, estava a ser fortemente atacado pela dúvida. Ao pronunciar as palavras da consagração, a hóstia vi Tió conversão em um pedaço de carne viva e o vinho em sangue. 

Foi um tempo atônito. Ele tremia e começou a chorar descontroladamente com alegria e gratidão. 

Ele ficou parado por um longo tempo. Então ele virou-se para os fiéis, com o rosto radiante, mas banhado em lágrimas, dizendo: "Oh testemunhas afortunadas, a quem Deus, para confundir a minha incredulidade, quis provar neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos! Venha admirar o nosso Deus tão perto de nós. Eis aqui a Carne eo Sangue do nosso amado Jesus Cristo! " 

As pessoas correram para o altar e, depois de testemunhar o milagre, começou a chorar, pedindo perdão e misericórdia. Alguns choraram, confessando os seus pecados, declarando-se indigno de testemunhar um milagre. Outros se ajoelham em sinal de respeito e gratidão pelo dom que Deus lhes tinha dado. 

 
A carne foi mantida intacta, mas o coágulo de sangue no cálice, formando de cinco pedras de forma irregular e tamanho diferentes, que foram colocados em um recipiente com o precioso marfim. 

Rapidamente a notícia do milagre e do testemunho da transformação do sacerdote é espalhado pela cidade e país. A fama do santuário espalhar rapidamente pela região e em breve toda a Itália começou a peregrinação Lanciano, para venerar a Hóstia se transformou em carne e do vinho no Sangue. Aumento da fé e devoção à Eucaristia todo o país.
Estas peregrinações não se limitam a esse espaço e tempo, porque o mundo ainda está chegando fiéis para venerar o Coração de Jesus, como revelado na Eucaristia (veja abaixo o porquê). 

Desde o início, a Igreja aceitou esse milagre como um verdadeiro sinal dos céus, e veneravam o Corpo eo Sangue de Nosso Senhor na Eucaristia com a procissão. Especialmente no dia de sua festa, no último domingo de outubro. 

Não tenho escrito muitas histórias para mostrar a autenticidade do Milagre Eucarístico e outros milagres físicos e espirituais que ocorreram aqui. A história dos acontecimentos foi cuidadosamente registrado. 

Ao sair, os monges de São Basílio, em 1176, assumiu o comando da igreja beneditina, que por sua vez, cedeu em 1252 para os franciscanos, que construíram a actual igreja, em 1258. 

Quando a invasão dos turcos, Frei Giovanni Antônio de Mastro Renzo não confiava no poder de Deus para salvá-lo e seu pequeno grupo de franciscanos do ataque. Com o desejo de salvar o Milagre Eucarístico de raiva turco, levou o relicário que contém a Carne eo Sangue do Senhor e com os irmãos desapareceram da cidade. Andaram a noite toda. 

Antes do amanhecer, Frei Giovanni sentiu que tinha uma distância suficiente entre eles e os inimigos e ordenou a seus monges para descansar. Ao amanhecer, eles perceberam que estavam de volta na entrada da cidade. Eles acreditavam que Deus interveio, porque ele queria o Milagre Eucarístico de Lanciano é um sinal de segurança para o povo da cidade, um sinal de que Deus não abandoná-los. Os monges decidiram permanecer na Igreja, e proteger o Milagre Eucarístico em suas vidas. 

Em 1713, o santuário de marfim foi substituído por prata e cristal, que exibe as duas relíquias de hoje. 

O acolhimento que se fez carne é exposta no ostensório e partículas de sangue coagulado em um cálice de vidro pequeno, que muitos acreditam ser o cálice original onde o milagre aconteceu. 

Em 1887, o Arcebispo de Lanciano, Monsenhor Petrarca, obteve do Papa Leão XIII, indulgência plenária perpétua para aqueles que veneram o Milagre Eucarístico de oito dias após o feriado.
Em 1902, ele construiu o altar monumental, onde é hoje. Você pode olhar de perto o milagre.
   A investigação científica 

 
O primeiro estudo conhecido das relíquias foi feita pelo arcebispo Rodriguez em 17 fevereiro de 1574. Então veio um fato inexplicável: Apesar dos cinco "pedras" coágulos de sangue são peças de diferentes tamanhos e formas, quando testado Ponderando todos pesar o mesmo. 


Além disso, qualquer combinação deu o mesmo resultado em peso: Não importa embora um, dois ou três juntos, ou cinco ao mesmo tempo: O resultado dos pesados foi o mesmo. Estes resultados são marcados em uma laje de mármore na Igreja. 


Atualmente, o peso total das pedras de sangue coagulado é 16,505 gramas, e cada um deles é, respectivamente, 8 gr., 2,45 g, 2,85 gr., 2,05 gr., e 1,15 gr. Devemos acrescentar 5 mg. sangue em pó. 


Em novembro de 1970, o franciscano relíquias Lanciano submetido a um exame científico. Foi um desafio, mas não a fé católica, nem uma tradição histórica de mais de doze séculos não tinha nada a temer da ciência. 


Ele foi eleito Professor Odoardo Linoli, (Professor de Anatomia, Histologia patológica e microscopia de Química Clínica e Chefe de Serviço no Hospital de Arezzo). Ele ajudou o Dr. Ruggero Bertelli (Professor Emérito da Histologia, da Universidade de Siena). 


Meat The Host parecia tão danificadas pelo mofo, parecia difícil fazer uma análise científica, porque o tecido estava em perigo de ser privado de quaisquer meios de identificação. 


Em 04 de março de 1971 foi concluído o relatório. A análise, conduzida com o máximo rigor científico e documentado por uma série de micrografias, os seguintes resultados: 


* É inexplicável a conservação desses organismos ao longo de 12 séculos exposto à ação da física, atmosféricos e biológicos ...
* Não amido (um dos componentes essenciais de pão). Portanto, no acolhimento não podem escolher. Embora feito de trigo, depois da consagração se tornou carne. 


* A carne é carne de verdade, e consiste no tecido muscular do coração. Presente do miocárdio endocárdio, o nervo vago e ventrículo esquerdo do coração. A carne é um coração completo em sua estrutura essencial. 


* O sangue é sangue humano real: A análise cromatográfica demonstrou uma inequívoca e inquestionável.
* No sangue também descobriram estes minerais: cloreto, fósforo, magnésio, sódio, potássio e cálcio. 


* O estudo indica imunológica que a carne eo sangue são a natureza humana, eo teste permite inmunohematolígica dizer com objectividade e certeza de que eles pertencem ao mesmo grupo sanguíneo AB. 


* As proteínas presentes no sangue são normalmente distribuídos em uma proporção idêntica à da proteína de soro-padrão de sangue fresco normal. 


* Não secção histológica revelou traços de infiltrações de sais ou de conservantes utilizados na antigüidade, a fim de mumificar. A conservação de proteína e minerais observados na carne e no sangue de Lanciano é impossível nem excepcional: replicar análise permitiram proteína encontrada em múmias egípcias e 5000 quatro anos. Mas o caso de um corpo mumificado de acordo com métodos conhecidos é muito diferente de um pedaço de infarto, deixou em seu estado natural durante séculos expostos ao físico, atmosférico e bioquímicos. 


A Carne eo Sangue pertencem a uma pessoa viva. 


* O diagrama deste sangue para o sangue humano que foi extraído de um corpo humano NAQUELE DIA. 


O professor Linoli também descarta a hipótese de fraude feitas nos séculos passados: 


"Supondo que tinham tomado o coração de um cadáver, defendo que só a mão de um especialista em dissecção anatômica poderia ter obtido um corte uniforme vísceras escavado (como ainda pode ser visto em carne e osso) e tangente à superfície das vísceras, como sugere o curso predominantemente longitudinal dos feixes de fibras musculares, visível em alguns pontos do preparações histológicas. Além disso, se o sangue havia sido retirado de um cadáver teria sido alterado ou deliquescência putrefação rapidamente. 


O professor Linoli, que tinha muitas dúvidas antes de começar a escola, a partir de investigação meses enviou um telegrama curto: "No princípio era o Verbo. E o Verbo se carne " 


O relacionamento deles foi publicado em revistas e atraiu grande interesse no mundo científico. 


Em 1973, o Conselho Supremo da Organização Mundial da Saúde, OMS / ONU nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano. O trabalho durou 15 meses, durante o qual mais de 500 testes realizados. Os resultados foram os mesmos que os feitos pelo professor Linoli com outros suplementos. 


A conclusão de todos os estudos confirmam o que já foi publicado.
Em particular, disse que os fragmentos estudados tinham nada a ver com o tecido mumificado. 


Preservação depois de quase doze séculos em relicários de vidro e sem conservantes, e não anti-séptico e antiferment momificantes ser explicado cientificamente. 


Os vasos contendo estas relíquias não impedem a entrada de ar, luz ou parasitas de plantas ou de ordem animal, veículos comuns ar atmosférico. 


Quanto à natureza do pedaço de carne, a Comissão afirma claramente que é um tecido vivo porque responde rapidamente a todas as reações clínicas características dos seres vivos.
No resumo dos trabalhos científicos da Comissão Médica dos Estados OMS e da ONU, publicado em dezembro de 1976 em Nova Iorque e Genebra, que a ciência é incapaz de explicar. 


 
ALGUMAS FOTOS PARA EXPLICAR 
Figura 1 - Aspecto histológico geral de uma amostra de carne, feixes de fibras em conjunto no sentido longitudinal, como nas camadas da superfície externa do coração. 
 Figura 2 - O Coração do milagre de Lanciano. Uma artéria e uma secção do nervo vago. 
Figura 3 - O Coração do milagre de Lanciano. É o devista clássico endocárdico; sincitoide estrutura de tecido do miocárdio.
 Figura 4 - * Acima: hemaglutinação uma amostra de sangue em Lanciano: esquerda, anti-A, relativa ao direito de soro anti-B. * Down: hemaglutinação uma amostra de carne Lanciano: esquerda, anti-A: um direito, o anti-soro B. La Carne e Sangue em Lanciano pertencem ao grupo sanguíneo AB. 
Figura 5 - Marca da eletroforese de proteínas no sangue. O perfil das frações de proteínas séricas de sobreposições com a de uma amostra de sangue fresco.
 

FONTE:
María Ángel Rojas SJ. "A Eucaristia milagre, viver. Disponível em: http://www.gocj.es/Milagro.pdf
Imagens: http://www.miracoloeucaristico.eu/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Seminário da Administração Apostolica São João Maria Vianney

Vídeo preparado por Semináristas na ocasião do Ano Sacerdotal, mas que continua atual pelo seu conteúdo vocacional, destacando S. João Maria Vianney como modelo de todo sacerdote.
Através deste vídeo pode-se também conhecer um pouco o Seminário e Administração Apostólica.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Septuagésima


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Amanhã dia 20 de Fevereiro, é o “Domingo de Septuagésima” (ou simplesmente “Septuagésima”) no calendário Latino pré-conciliar. É o nono Domingo antes da Páscoa, e o terceiro antes de Quarta-feira de Cinzas; equivale ao “Domingo do Publicano e Fariseu” (embora coincida no calendário com o “Domingo do Filho Pródigo”), no calendário Bizantino. Apesar de se chamar Septuagésima, não é o 70º dia antes da Páscoa (assim como o Domingo seguinte, Sexagésima, não é o 60º dia antes da Páscoa); ainda se debate a origem da nomenclatura. Septuagésima tomou uma sentido místico ao se considerar que Israel esteve em cativeiro na Babilónia durante 70 anos. Também se dá o nome de Septuagésima ao período de 17 dias que se estende-se até ao início da Quaresma, e é considerado como uma “pré-Quaresma”, i.e., um período de preparação para a Quaresma; este período é equivalente ao Triódion Bizantino. Septuagésima não existe no calendário pós-conciliar.
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Crê-se que a sua observância deve-se à existência de dias de não-observação do jejum quaresmal, o que levava a que não se chegasse aos 40 dias de jejum. É muito provável que o período de Septuagésima seja um exemplo de “entrecruzamento de ritos”, sendo uma prática adaptada da Igreja Bizantina (não era costume nesta jejuar aos Sábados; a não-observância do jejum aos Domingos era, e é, prática universal). Atribui-se a sua instituição na Igreja Latina ao Papa S. Gregório Magno (+604), que compilou as orações e leituras para estes Domingos pré-Quaresmais. Todavia, enquanto que os Bizantinos iniciam logo o período de jejum com o Triódion (embora faseado), o período de Septuagésima apenas afeta a liturgia.

Com o início deste período passam a existir algumas mudanças na Liturgia. A partir das Completas do Domingo de Septuagésima deixa-se de incluir o “Aleluia” anas orações; em certos lugares existe até uma cerimónia de “enterro Aleluia”. do A substituir o Aleluia a seguir ao “Gradual” aparece o “Tracto”. A doxologia maior “Glória” e o hino Ambrosiano Te Deumdeixam de ser ditos com o começo deste período, assim como também é omitida a despedida Ite missa est (substituída por Benedicamos Domino). Os paramentos litúrgicos passam a púrpura (a não ser em dias de festa), antecipando assim o período penitencial que se aproxima.

Fonte:Una Voce