sexta-feira, 24 de agosto de 2012

III ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM - BRASIL


PROGRAMA DO III ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM - BRASIL


III ENCONTRO 
SUMMORUM PONTIFICUM 
BRASIL
10 a 14 de setembro de 2012
Para Sacerdotes, Diáconos,
Religiosos e Leigos

PROmoção

ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
  
ARQUIDIOCESE DE SALVADOR
PRIMAZ DO BRASIL

Centro de Treinamento de Líderes
Rua Alves Ribeiro, 325.
Lot. Pedra do Sal- Itapuã,
Salvador - Bahia
Telefone71 3374-9037 e 3374-7635
(Ponto de referência Hotel Catussaba)

Contato
Edelair (Sula) e José Luiz:
Tel: 21 2667 8309 (9h às 17h30 – Segunda a Sexta)
21 3103.0492 (18h30 às 22h)
Cel.: 21 9208 9323 (Claro) /21 88699698 (OI)


PROGRAMA


ENCONTRO DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA
SACERDOTES E DIÁCONOS
COETUS SACERDOTALIS SUMMORUM PONTIFICUM


SEGUNDA 10 DE SETEMBRO

15h -  Chegada e credenciamento
18h - Santa Missa de abertura (Rezada)
18h30 - Jantar
19h30 - Palavras de Acolhida e Abertura do Encontro - Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)

TERÇA 11 DE SETEMBRO

7h - Santa Missa (Cantada)
8h - Café
8h30 - A Espiritualidade Sacerdotal a partir do Rito de Ordenação do Pontifical Romano de 1961-1962
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)
10h30 - A Vida Litúrgica do Sacerdote como antídoto à secularização
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica )
12h - Almoço
14h30 - Ensaio Litúrgico – O Ritual do Batismo e o Matrimônio na Forma Extraordinária do Rito Romano
Pe. Claudiomar Silva Souza (Pároco da Igreja Principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney e Professor de Liturgia no Seminário da Imaculada Conceição )
16h15 - O Ano da Fé, uma ocasião para descobrir os Conteúdos da Fé celebrados e comunicados nos Atos Litúrgicos (Porta Fidei, 9). Uma Reflexão Teológico-Pastoral sobre a relação entre Lex Orandi e Lex Credendi
Dom Gilson Andrade da Silva (Bispo Auxiliar de Salvador)
18h –Jantar

QUARTA 12 DE SETEMBRO

7h30 -  Café
8h30 - Colóquio - Um balanço dos cinco anos de aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum - Frutos e Perspectivas para a Reforma de Bento XVI
Mons. Nicola Bux (Teólogo e Liturgista, Professor de Liturgia Oriental e Teologia dos Sacramentos em Bari - Itália, Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, escreveu entre outros o livro A Reforma de Bento XVI: A Liturgia entre a Inovação e a Tradição)
12h - Almoço
14h - Passeio pelas igrejas de Salvador

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SUMMORUM PONTÍFICUM
PARA SACERDOTES, DIÁCONOS, 
RELIGIOSOS E LEIGOS

17h - Santa Missa Solene – Mons. Nicola Bux
18h30 -  Jantar

QUINTA 13 DE SETEMBRO

7h30 - Café
8h - 50 anos de aplicação da Constituição Sacrosanctum Concilium, o Motu Proprio Summorum Pontificum e a necessidade de uma instauratio contínua da Liturgia da Igreja
Mons. Nicola Bux
10h15 - Dez anos da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Um exemplo de boa convivência entre as duas formas do Rito Romano para toda a Igreja
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)
12h – Almoço
14h30 - Mesa Redonda
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney).
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica).
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)
18h - Santa Missa Pontifical em Ação de Graças pelos cinco anos do Motu Próprio Summorum Pontificum
Véspera da Exaltação da Santa Cruz
Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia

SEXTA 14 DE SETEMBRO
   
7h30 - Café
8H - A Santa Missa como Sacrifício - A dimensão mais contestada do Mistério Eucarístico
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)
10h15 - O Canto Gregoriano na Liturgia da Igreja - Do Motu Proprio Inter Sollicitudines ao Magistério Recente
Dom Gregório Paixão, OSB (Bispo Auxiliar de Salvador)
Palavra de Conclusão de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)
12h – Almoço.

Obs: Para a participação de sacerdotes e diáconos no Encontro, requer-se a apresentação do Superior Eclesiástico no momento do credenciamento.

SACERDOTES, DIÁCONOS E RELIGIOSOS - R$ 300,00, (incluindo hospedagem e alimentação no Centro de Formação de Líderes)

LEIGOS EM GERAL - R$ 180,00, (incluindo alimentação nos dois dias no Centro de Formação de Líderes. Sem hospedagem no local)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Adm.Apostólica Pessoal São João Maria Vianney


Foto do Retiro Clero da Adm.Apostólica,realizado de 17 á  21 de Julho,na Cidade de Campos dos Goytacazes/RJ-Brasil.No mês que vem a Adm.Apostolica celebrará no dia 18 de Agosto, 10 anos de existência  e também a comemoração do aniversário Episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan.

Créditos:Revmo.Pe.Gaspar

Dom Fernando e o clero da Adm.Apostólica.Atualmente ela e composta por 33 Sacerdotes,Mas na foto não estão todos.

Convite da Missa Pontifical de Comemoração aos 10 anos


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Santa Missa na Forma Extraordinária no Rio de Janeiro


Postaremos fotos das Santa Missas,realizadas na ultima semana,na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro/RJ-Brasil.

Paroquia Nossa Senhora de Fátima
Olaria-Rio de Janeiro/RJ
Festa de São Paulo

Santa Missa na Forma Extraordinária,celebrada pelo Revmo.Pe.João Jefferson



Revmo.Pe.João Jefferson celebra sempre todo ultimo sábado do mês,ás 9h:00





Meu Senhor e meu Deus







Lembramos que essa Paroquia fica localizada na Av.Darcy Bittencourt Costa,150-Olaria/RJ



Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé
Centro-Rio de Janeiro/RJ
Capela Senhor dos Passos

Festa de São Pedro e São Paulo

Revmo.Monsenhor José de Matos,Vigário Geral da Adm.Apostólica São João Maria Vianney





Completará em Setembro na Festa da Santa Cruz,dois anos que a Adm.Apostólica atende na mesma Igreja.

Essa Capela foi recém restaurada










Ecce Agnus Dei...






Todos os domingo,ás 9h:00,acontece a celebração da Santa Missa na Forma Antiga










segunda-feira, 18 de junho de 2012

Santa Missa em Juiz de Fora-MG-Brasil

 Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, em Juiz de Fora,celebrada pelo Revmo.Monsenhor Falabela,realizada no dia 16 de junho de 2012, às 16h na Capela de São Domingos de Gusmão, no Bairro Teixeiras em Juiz de Fora-MG-Brasil. A princípio este horário está mantido para todos os sábados. É o segundo sacerdote em Juiz de Fora que celebra a Missa Tridentina.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Catecismo da Santa Missa na Forma Extraordinária



Publicaremos toda semana trechos do Catecismo da Santa Missa.Espero que possa ser muito útil para aqueles que desconhecem.


1 - Definição

P. Que é a Santa Missa? R. A Santa Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício infinito de Cristo na Cruz, que foi solenemente instituído na Última Ceia. Nesta cerimônia ímpar, Cristo é ao mesmo tempo vítima e sacerdote, se oferecendo a Deus para pagamento dos pecados, e aplicando a cada fiel seus méritos infinitos.

P. Por que dizemos que a Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário? R. Porque na Missa Nosso Senhor Jesus Cristo se imola novamente para nossa salvação, como Ele fizera no Calvário, embora na Missa seja sem sofrimento físico.

P. Por que a Missa é chamada de "Santa"? R. Porque nela é o próprio autor da santidade que se oferece como vítima, num sacrifício perfeito a Deus, e como alimento espiritual aos fiéis na Eucaristia, ou seja, a transubstanciação real do pão e do vinho no corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

P. Em que momento da Missa se realiza a transubstanciação das espécies de pão e vinho no corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo? R. A transubstanciação se realiza no momento da consagração, quando o celebrante repete as palavras que Nosso Senhor pronunciou na última Ceia, ao consagrar o pão e o vinho, instituindo, assim, o sacramento da Eucaristia.




domingo, 6 de maio de 2012

Curso para Formação de Acólitos na Forma Extraordinária





Caros,


Criamos na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro a Escola de Acólitos São João Bosco para a Forma Extraordinária do Rito Romano.


Um dos objetivos da criação e que não temos pessoas que saibam ajudar a Missa na Forma Antiga e as vezes outros padres na nossa Arquidiocese querem celebrar,Mas não tem quem ajude.


Todos aqueles que gostariam de aprender serão bem vindos.O curso será na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé,localizada na Rua Primeiro de Março-Centro-Rio de Janeiro/RJ.Sempre no 2° e 4° Domingo do mês,depois da Santa Missa das 9h:00.Lembro também que haverá uma taxa de R$15.00 que e o custo referente a apostila do Curso.O mesmo durará entorno de 6 meses e a iniciativa conta com a benção de sua Excia.Revma.Dom Orani João Tempesta e apoio do Revmo.Monsenhor Sérgio Costa Couto(Arquidiocese do Rio de Janeiro), Revmo.Monsenhor José de Matos(Adm. Apostólica São João Maria Vianney),Revmo.Pe.João Jefferson(Arquidiocese do Rio de Janeiro),Revmo.Pe.Thiago Carvalho(Arquidiocese do Rio de Janeiro) e Revmo.Pe.Eduardo(Arquidiocese do Rio de Janeiro).


Começamos o curso no dia 27/05/2012 e todos aqueles que gostaria de participar podem se inscrever pelo email:missatridentinario@hotmail.com ou no próprio dia do curso.


Desde já convido a todos,

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Convite


Sábado 5 de Maio de 2012,ás 9h:00,na Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro,localizada na Praça de Nossa Senhora da Glória,135-Glória-Rio de Janeiro/RJ.Haverá a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano.
Celebrante: Revmo.Pe.João Jefferson Chagas da Arquidiocese de São Sebastião  do Rio de Janeiro.



Desde já convidamos a todos,




terça-feira, 24 de abril de 2012

AO PÉ DO ALTAR




AO PÉ DO ALTAR


A santa Missa em geral;
A divisão da Santa Missa;


A Santa Missa em geral.
Grandes preparativos, na verdade, para o ato religioso que se está para começar!
O aparato até aqui apontado e descrito visa só e unicamente a santa Missa. São preparativos remotos, sim, mas intimamente conexos com o ato central da santa Missa. Este ato central, augusto, sublime e cheio de mistérios, é o da consagração; ato em que o pão e o vinho se transubstanciam no Corpo e Sangue de Jesus cristo. É o ato central em torno do qual gravitam a bem dizer os outros atos, desde os mais remotos aos mais próximos.
Descritos e explanados os atos remotos, resta descrever e explanar os próximos. Antes, porém, de entrar nos particulares, convém dar o conceito da Missa, a sua história, e suas partes principais.

*   *   *

Que se entende por Missa?
Se é só questão de nome, Missa é o que entre os gregos se chama “mistagogia”, que quer dizer, iniciação nos mistérios de uma religião; Hierurgia, isto é, ação sagrada, santa; e liturgia, isto é, rito.
Missa é o que entre os latinos se chama sacrifício, oblação, agenda, ação por excelência, fração dos pães, oferta e comunhão.
Tudo isso significa Missa e tudo se qualifica pelo nome “Missa”.
Mas donde veio semelhante nome a tão augusta ação, de modo a dominar todos os mais que são em si muito mais expressivos e próprios para dar-nos dela uma ideia mais exata?
Veio do fato seguinte: Os catecúmenos eram despedidos da assembleia dos fiéis antes de se iniciarem os santos mistérios. Dizia-se-lhes então: “Ite, Missa est!” – Ide-vos, é a hora de partir! – Outros diziam: - Ide-vos, estais despachados!
Não se perca pela expressão. O pensamento é assaz claro: “Missa” vem do verbo latino “mittere” que quer dizer ação de enviar, despachar, etc., donde a palavra “misso” – envio, despacho, etc.
E porque de ordinário, seguiam à despedida dos catecúmenos os sagrados mistérios, passou-se desde logo a denominar “Missa” o conjunto de todos esses mistérios.
A Igreja continua ainda hoje, na liturgia da Missa, a usar o “Ite, missa est”, com a única diferença de que agora não já despede catecúmenos, a quem era vedado assistir ao santo sacrifício, mas fiéis que acabam de assistir a ele. O “Ite, missa est’ de hoje declara que a Missa acabou, ao passo que o de outrora dizia que a Missa ia começar.
Restaria expender agora o conceito de Missa quanto à sua essência; mas bastará recorda-lo, visto não diferenciar em sua substancia do que se disse acima a respeito do “Sacrifício da Nova Aliança”. Sempre, pois, que ouvimos falar de Missa, devemos, como cristãos católicos, crer o que dela diz o Concílio Tridentino contra os hereges de Lutero, Calvino, etc. quando assim a define:
“A Missa é o sacrifício da Nova Lei, em que Cristo é oferecido e incruentamente imolado, debaixo das espécies de pão e vinho, pelo ministério de um homem, em prol da Igreja, a fim de reconhecer o supremo domínio de Deus e nos aplicar as satisfações (pelos pecados) e os merecimentos de sua paixão”.
A santa Missa é, na verdade, como já acima dissemos, um verdadeiro sacrifício: nela encontram-se os dois elementos essenciais do sacrifício: a oblação e a imolação, como também o elemento integral: a comunhão.
Que isto seja assim, bem se vê pela definição do Concílio Tridentinno, que, anatematizando os inovadores do século XVI, se exprime, a respeito, desta forma:
“Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus um verdadeiro e próprio sacrifício, ou que o que se oferece não é mais que o Cristo que se nos dá a nós em alimento, seja anátema” (Sess. X, XII, can. 1).

*   *   *

Sabendo o que é a santa Missa, pode-se passar a ver em traços rápidos a sua história, isto é, o seu desenvolvimento quanto às preces e ritos.
Se voltarmos os olhos para a primeira santa Missa, celebrada pelo seu próprio Instituidor, Jesus Cristo, naquela memorável hora da última ceia; e se lermos o que São João Evangelista escreve sobre as cerimônias e orações, nos convenceremos facilmente de que a primeira Santa Missa continha em botão o que em séculos posteriores foi desabrochando nesta formosa flor de sedutoras e impressionantes cerimônias litúrgicas e sublimes e divinas orações rituais.
A santa Missa foi sempre a mesma desde a sua origem até aos nossos tempos, se a considerarmos em sua essência; mas assumiu disposições externas diversas através dos séculos, vindo a dar nas que tem hoje.
Sendo diversos os ritos, cerimônias e composição das orações, sobretudo na Igreja Oriental e Ocidental, e sendo que a nós mais interessam as da Igreja Ocidental, a que pertencemos, nestas nos demoraremos um pouco. 

* * * 

A flor da liturgia da santa Missa se ostenta formosa e impressionante segundo o rito Romano, que é um dos ritos ocidentais. 

(N. B. O rito Oriental tem a liturgia armênia, que supera em majestade e esplendor a liturgia romana. São dignos de nota os ritos antigos, que constituem a Liturgia de S. Jacob, de S. Cirilo de Jerusalém, de S. Basílio e de S. João Crisóstomo).

Outros houve que estiveram em uso na Igreja Ocidental, como o rito galicano (a antiga liturgia da França), o rito milanês ou liturgia ambrosiana e o rito mozarábico na Espanha.
(N. B. Liturgia seguida antigamente na Espanha pelos Mozarábicos, cristãos vencidos e mesclados com mouros desde o século VIII, chamados também Mistarábicos).
Passemos a historiar a origem e a evolução do rito romano antigo, para depois entrar a estudar mais de perto o rito romano novo fixado e prescrito definitivamente para todo o Ocidente pelo Sumo Pontífice, o Papa S. Pio V, no século XVI. 

* * * 

O cerimonial litúrgico antigo era um e o mesmo para todos os celebrantes (papas, bispos e sacerdotes), existindo a única diferença de que os simples sacerdotes não podiam cantar o "Gloria in excelsis".
Segundo este cerimonial a Missa era celebrada só cantando, e por isso não podia haver numa e mesma igreja duas ou mais Missas ao mesmo tempo.
Com o decorrer dos tempos, porém, cresceu o número de sacerdotes, cresceu o número dos exigentes de Missas, cresceu o número de igrejas, capelas, santuários e altares; e para se poder satisfazer a tudo e a todos, introduziu-se no século VI a Missa lida, costume que se foi generalizando de forma que as Missas cantadas se celebravam só no altar-mor ou principal, onde os diáconos e subdiáconos tinham o ensejo de desempenhar o seu ofício.
Mas nem por isso foram suprimidos os elementos que constituem a Missa solene na Missa lida ou simples, com exceção de uns poucos que se referem à incensação. Assim, pelo que diz respeito às cerimônias rituais, encontramos realmente uma inteira redução na missa lida ou simples; mas, pelo que diz respeito às palavras, nela as encontramos todas. Se há nestas alguma diferença, consiste só nisso: que as palavras ou orações cantadas na Missa solene são proferidas em voz alta na Missa simples.
Há ainda outro importante fator que induziu a que se celebrassem Missas simples: é que até ao sé- culo V as santas Missas eram celebradas só nos domingos; na segunda metade do século quinto o papa S. Leão (460) permitiu a celebração da santa Missa também nas quartas e sextas-feiras das "Quatro Têmporas” na segunda metade do século VIII, o papa S. Gregórío II (731) estendeu esta permissão para todos os dias da Quaresma, com exceção das quintas-feiras.
Pouco depois passou-se a honrar de modo mais público a Virgem, Mãe de Deus, para o que se escolheu de preferência o dia de sábado; e como a santa Missa é o ato por excelência, a fim de honrar e venerar a Mãe de Deus, os santos e devotos obtiveram dos Sumos Pontífices a licença de celebrar todos os sábados do ano.
Finalmente, já por um, já por outro motivo, honraram-se dentro em breve todos os dias da semana com a oblação do santo sacrifício.
O único dia do ano em que é vedada a celebração da santa Missa, e isto ainda hoje, é o dia da sexta-feira santa. Supre-se todavia com a Missa chamada dos Pressantificados. (N. B. Chama-se Missa dos pressantificados a que o sacerdote oferece no altar e comunga com as espécies eucarísticas consagradas na vigília; no dia mesmo não se faz a consagração).
Não satisfeita a .Igreja com esta graça, concedeu a celebração da santa Missa mesmo duas e mais vezes ao dia a cada sacerdote, o que é ainda hoje permitido a alguns sacerdotes em caso de necessidade e com licença prévia do bispo, como seja o binar (dizer duas missas) em festas de guarda, na falta de sacerdotes.
Parece ter sido de uso comum no século IX e seguintes que um só mesmo sacerdote celebrasse mais Missas ao dia. Certo é que o papa S. Leão (795-816) oferecia às vezes sete e mais vezes o santo sacrifício cada dia. E quem não diria provir deste tempo o costume que, a partir de 10- VIII-1915, vigora em toda a Igreja Ocidental de os padres celebrarem ainda hoje três santas Missas na festa do santo Natal e no dia dos Finados?

* * *

Por tudo isto se entende perfeitamente a redução do aparato exterior na celebração da santa Missa; donde se originou a Missa rezada (simples), sem todavia eliminar a cantada, (solene). Diga-se desde já, que é nosso intento descrever logo abaixo a santa Missa solene, visto encontrarem-se nesta os elementos todos que estão numa Missa simples.
Este desenvolvimento tão favorável e a gosto dos sacerdotes teve outra consequência: a de os sacerdotes poderem rezar suas Missas independentemente dos respetivos bispos, porquanto fora primitivamente uso universal que os sacerdotes rezassem a santa Missa juntamente com o próprio bispo, (concelebratío). da mesma forma como hoje os neo-presbíteros, no dia da ordenação, rezam a sua primeira Missa com o bispo consagrante.
Este modo de rezar a santa Missa está ainda em prática na Igreja Oriental.

Baste o dito sobre o desenvolvimento geral da ação externa da santa Missa; porque pelo que diz respeito ao seu desenvolvimento particular assim da ação externa como interna, dir-se-á de passagem e "occasíone data" logo mais, quando descrevermos a santa Missa solene segundo o novo rito romano. 

Passemos agora à divisão da santa Missa. 




Publicado Anteriormente:




TU ES SACERDOS IN AETERNUM


PARAMENTANDO-SE  

AS CORES DOS PARAMENTOS.

COISAS DO CULTO DIVINO


sexta-feira, 20 de abril de 2012

III Encontro Summorum Pontificum Brasil



III ENCONTRO

SUMMORUM PONTIFICUM 

BRASIL


10 a 14 de setembro de 2012
Para Sacerdotes, Diáconos,
Religiosos e Leigos

Promoção


ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
  
ARQUIDIOCESE DE SALVADOR
PRIMAZ DO BRASIL

Centro de Treinamento de Líderes
Rua Alves Ribeiro, 325.
Lot. Pedra do Sal- Itapuã,
Salvador - Bahia
Telefone: 71 3374-9037 e 3374-7635
(Ponto de referência Hotel Catussaba)

Contato
Edelair (Sula) e José Luiz:
Tel: 21 2667 8309 (9h às 17h30 – Segunda a Sexta)
21 3103.0492 (18h30 às 22h)
Cel.: 21 9208 9323 (Claro) /21 88699698 (OI)

PROGRAMA


ENCONTRO DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA
SACERDOTES E DIÁCONOS
COETUS SACERDOTALIS SUMMORUM PONTIFICUM


SEGUNDA 10 DE SETEMBRO

15h -  Chegada e credenciamento
18h - Santa Missa de abertura (Rezada)
18h30 - Jantar
19h30 - Palavras de Acolhida e Abertura do Encontro - Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)

TERÇA 11 DE SETEMBRO

7h - Santa Missa (Cantada)

8h - Café

8h30 - A Espiritualidade Sacerdotal a partir do Rito de Ordenação do Pontifical Romano de 1961-1962-Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)

10h30 - A Vida Litúrgica do Sacerdote como antídoto à secularização-Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica )

12h - Almoço

14h30 - Ensaio Litúrgico – O Ritual do Batismo e o Matrimônio na Forma Extraordinária do Rito Romano-Pe. Claudiomar Silva Souza (Pároco da Igreja Principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney e Professor de Liturgia no Seminário da Imaculada Conceição )

16h15 - O Ano da Fé, uma ocasião para descobrir os Conteúdos da Fé celebrados e comunicados nos Atos Litúrgicos (Porta Fidei, 9). Uma Reflexão Teológico-Pastoral sobre a relação entre Lex Orandi e Lex Credendi-Dom Gilson Andrade da Silva (Bispo Auxiliar de Salvador)

18h –Jantar

QUARTA 12 DE SETEMBRO

7h30 -  Café

8h30 - Colóquio - Um balanço dos cinco anos de aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum - Frutos e Perspectivas para a Reforma de Bento XVI-Mons. Nicola Bux (Teólogo e Liturgista, Professor de Liturgia Oriental e Teologia dos Sacramentos em Bari - Itália, Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, escreveu entre outros o livro A Reforma de Bento XVI: A Liturgia entre a Inovação e a Tradição)

12h - Almoço

14h - Passeio pelas igrejas de Salvador



ENCONTRO DE FORMAÇÃO SUMMORUM PONTÍFICUM
PARA SACERDOTES, DIÁCONOS, 
RELIGIOSOS E LEIGOS

17h - Santa Missa Solene – Mons. Nicola Bux
18h30 -  Jantar

QUINTA 13 DE SETEMBRO

7h30 - Café

8h - 50 anos de aplicação da Constituição Sacrosanctum Concilium, o Motu Proprio Summorum Pontificum e a necessidade de uma instauratio contínua da Liturgia da Igreja-Mons. Nicola Bux.

10h15 - Dez anos da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Um exemplo de boa convivência entre as duas formas do Rito Romano para toda a Igreja
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)

12h – Almoço

14h30 - Mesa Redonda

Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney).
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica).
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)

18h - Santa Missa Pontifical em Ação de Graças pelos cinco anos do Motu Próprio Summorum Pontificum.

Véspera da Exaltação da Santa Cruz

Local:Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia

SEXTA 14 DE SETEMBRO
   
7h30 - Café

8H - A Santa Missa como Sacrifício - A dimensão mais contestada do Mistério Eucarístico
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)

10h15 - O Canto Gregoriano na Liturgia da Igreja - Do Motu Proprio Inter Sollicitudines ao Magistério Recente-Dom Gregório Paixão, OSB (Bispo Auxiliar de Salvador) e Palavra de Conclusão de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)

12h – Almoço.

Obs: Para a participação de sacerdotes e diáconos no Encontro, requer-se a apresentação do Superior Eclesiástico no momento do credenciamento.